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10 janeiro 2013

Livros Mais Vendidos em 2012


Os 10 livros mais vendidos no Brasil em 2012
avatarO site especializado no mercado editorial brasileiro, Publish News divulgou a lista dos livros mais vendidos no Brasil em 2012. Seguem os dez mais:
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  1. Cinquenta Tons de Cinza (E.L. James): 583.768 livros vendidos

  2. Cinquenta Tons Mais Escuros (E.L. James): 294.875

  3. Nada a Perder (Edir Macedo): 293.898

  4. Cinquenta Tons de Liberdade (E.L. James): 223.226

  5. Agapinho (Padre Marcelo): 140.058

  6. O X da Questão (Eike Batista): 109.213

  7. A Guerra dos Tronos (George R. R. Martin): 85.106

  8. Nietzsche para Estressados (Allan Percy): 71.895

  9. Jogos Vorazes (Suzanne Collins): 71.642

  10. A Escolha (Nicholas Sparks): 70.183

Fonte: Publish News 

03 janeiro 2013

Resenha - A Esperança

"Depois dos dois ótimos primeiros capítulos de uma trilogia fascinante, um pequeno deslize da autora, que mesmo assim não deixa de entregar um livro interessante."

Antes de começar a resenha falando sobre o livro, tenho que explicar algumas coisas antes:
- Sim, depois da primeira vez que li o livro eu não havia gostado muito dele. Uma resenha, porém, antes de ser escrita deve considerar muito mais os aspectos do livro, sua forma de ser escrita, suas passagens, sua construção, do que a opinião pessoal de quem vai falar sobre a obra. Já havia lido o livros três vezes, mas antes de escrever essa resenha, fiz questão de lê-lo mais uma vez, dessa vez totalmente imparcial ao sentimento de afeição aos personagens e à minha primeira opinião.

Dito isso, vamos em frente: Tia Collins criou um universo repleto de simbologia, um universo com uma mitologia riquíssima e teve que destruí-lo por completo para que a escrita de "A Esperança" fosse possível. Nesse terceiro capítulo, vemos uma obra muito mais séria, mais sombria, até um pouco mais indigesta do que os dois primeiros volumes. Collins que sempre escreveu essa trilogia de uma forma incrivelmente dura, mostra um lado muito mais obscuro nessa última parte. As passagens são pesadas, de uma simbologia ímpar, onde cada detalhe, cada palavra faz parte de um quebra-cabeça muito maior, que só se resolve, com todas as peças encaixadas, no última capítulo do livro.

Mesmo assim, Collins comete alguns pequenos erros durante sua narrativa: algumas passagens são absolutamente longas, mais do que deveriam ser, e atrasam o ritmo em que a estória é contada. A revolução, realmente, só acontece após metade do livro e a partir daí tudo acontece muito rápido, em uma tentativa de tentar compensar o tempo perdido no começo.

O título do livro sofreu nas mãos da tradução, já que mesmo sendo chamado de A Esperança, esperança é uma das últimas coisas que você encontra nele. O título original, Mockingjay, é a palavra inglesa para se referir ao tordo, animal que simboliza Katniss, o principal nome da guerra. Até mesmo o título em Portugal (A Revolução) soa mais apropriado.

Muitos leitores haviam mostrado indignação com a forma com que "A Esperança'' foi finalizado, talvez por estarem mais acostumados com narrativas com finais felizes, príncipes encantados, com casais apaixonados, vampiros e lobisomens, jovens milionários e sadomasoquistas, que sempre se dão bem ao final. "A Esperança", no entanto, foge dessa temática para não ser comparada com milhares de outros contos que existem no mercado. Collins quer mostrar que a vida não é fácil e muito menos justa para a maioria das pessoas (aliás, essa foi a temática com que ela trabalhou, também, nas outras duas partes da trilogia).

Com escrita sombria e difícil, características fortes e com desfechos, que fogem do convencional, para os personagens esse, talvez seja o mais adulto do livros dessa saga para jovens. E por querer mostrar coisas que a maioria das pessoas que vivem em um mundinho cor-de-rosa não quer ver, o resultado do encontro entre "A Esperança" e essas pessoas pode não ser o mais positivo possível.

29 dezembro 2012

Resenha - Em Chamas


"Suzanne Collins e sua capacidade de nos manter grudados em um livro!"

Quando tudo parecia estar começando a voltar a sua normalidade, que o pesadelo havia ficado para trás, Tia Suzanne nos entrega a continuação da saga de Katniss, dessa vez mais mortal, mais intrigante, mais intensa, mais empolgante, mais completa.

Suzanne parece ter encontrado a fórmula certa ao escrever "Em Chamas", a introdução de novos personagens, o crescimento do relacionamento entre Katniss e Peeta, além do relacionamento da garota com Gale, Prim e o Presidente Snow, e todas as críticas sociais que também se fazem  presente nesse livro, tornam-o, talvez, o melhor capítulo da trilogia.

Nessa segunda parte, Katniss precisa conter uma rebelião que começou a se formar nos distritos desde a vitória dela e de Peeta na última edição dos Jogos e como seus esforços são insuficientes, a Capital encontra um jeito: para evitar que o incêndio continue avançando é preciso acabar com a faísca que deu início a ele, ou seja, acabar com a vida de Katniss. A Capital, porém, não pode assassinar a garota, então muda as regras do Massacre Quartenário para que antigos vitoriosos voltem a competir, e como Katniss é a única garota vitoriosa do Distrito 12, ela é obrigada a voltar para a Arena.

Para quem ainda não leu (o que acho difícil) os spoilers acabam aqui. Agora começarei a falar sobre os aspectos do livro. Collins mantém os personagens do primeiro livro em um patamar incrível, cada um deles amadureceu, se tornou mais forte e descobriu novos valores. A autora cria novos personagens, que por mais que não tenham tanto destaque, foram criados de tal forma que é impossível não ser cativado por pelo menos um deles. A maneira de escrever continua magnifica, sempre criando uma tensão, que as vezes nos deixa sem respirar em determinados momentos. Os cliffrangers são tão bem colocados que fica impossível não querer continuar no próximo capítulo ou até mesmo retornar a leitura daquele que acabou de se encerrar para conseguir assimilar exatamente o que está acontecendo.

Com suspense, aventura, romance, tristeza, Collins nos traz uma incrível sequência que com certeza será responsável por acender uma faísca de entusiasmo em cada leitor. Afinal, nunca foi tão bom estar tão perto das chamas.

27 dezembro 2012

Resenha: Jogos Vorazes



''Matar ou Morrer, não há escolha. Na arena, o mais capaz vence. Que os Jogos Vorazes comecem!"


Em 2008, Suzanne Collins lançou aquele que viria a se tornar um dos maiores sucessos literários da atualidade: Jogos Vorazes, um romance para jovens narrado em primeira pessoa por Katniss Everdeen, uma garota de dezesseis anos, que vive em Panem (anteriormente onde era localizada a América do Norte) , durante um futuro pós-apocalíptico. O país era formado por uma Capital e seus treze distritos, cada qual responsável por um tipo de atividade específica. 

Em algum momento esses distritos se rebelaram contra a Capital, porém acabaram por ser derrotados. A Capital em uma tentativa de subjugar os doze distritos restantes, afim de que não se rebelem novamente, cria o evento chamado Jogos Vorazes, onde um casal de jovens de cada distrito é mandado para uma luta de vida e morte, onde apenas um pode sair vivo.

Suzanne Collins nos entrega mais do que um livro sobre amor jovem. Em Jogos Vorazes a autora levanta questões importantes, como opressão, fome, pobreza, o culto à violência e os efeitos de uma guerra sobre seu povo. Escrito de maneira segura o livro levanta todas essas questões de forma a levar o leitor a refletir sobre esses problemas que não se encontram tão distantes da nossa própria realidade. As necessidades de seus personagens em se manterem fiéis as suas próprias convicções: sejam elas apresentar um bom show, ou tentar voltar vivo para continuar a ajudar sua família que sofre com a opressão do governo, são abordadas em um ambiente hostil e sanguinário: a Arena (esta pode ser uma referência a nossa própria sociedade onde, às vezes, o que almejamos deve ser conseguido apenas com o detrimento de outra pessoa, não importa o que aconteça com ela).

Contando com personagens fortes que possuem personalidades únicas, a trama se desenvolve de forma extremamente eficaz, onde nada acontece ao acaso, tudo é sistematicamente calculado por cada personagem. A autora mostra toda a segurança em desenvolver um lado da personalidade humana que só se revela em situações adversas como as que são apresentadas no livro.

Jogos Vorazes é um livro que possui uma carga dramática muito maior do que se possa esperar, e aliado a isso, abre uma discussão sobre problemas encontrados no dia-a-dia das pessoas, transformando-o em uma das obras mais completas e bem feitas dos últimos anos.
Afinal, ver a garota ser transformada  em uma figura  forte e independente, enquanto o garoto é quem necessita de ajuda, sendo até mesmo frágil em certo ponto , já é um convite tentador a apreciar essa obra que revoluciona em vários aspectos.